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Escola Irineu Julião desenvolve projeto “Sons da Terra” e une ancestralidade indígena à educação ambiental.

06/05/2026

Na Escola Irineu Julião, alunos dos 3º e 5º anos da rede municipal estão transformando a rotina escolar em uma experiência que combina cultura, ciência e sustentabilidade. Por meio do projeto “Sons da Terra”, da Professora de Arte Rosângela Coelho Trinca, as salas de aula tornaram-se espaços de experimentação e resgate histórico, com foco nas tradições dos povos Guarani e Kaingang, fundamentais para a identidade regional.

A proposta se destaca pela abordagem criativa da luthieria reciclada. Materiais que seriam descartados passam a integrar instrumentos musicais construídos pelos próprios estudantes. Garrafas de 5 litros são convertidas em tambores, embalagens pequenas viram maracas e ganzás, enquanto rolos de papelão dão origem a flautas e paus de chuva. Outros elementos, como tampinhas e papelão, também são reutilizados na confecção de cabuletês.

Além da produção dos instrumentos, o projeto incorpora conceitos científicos. Os alunos participam de estações de timbre, onde investigam características do som. Na chamada “Estação Aguda”, utilizam arroz para produzir sons de alta frequência. Já na “Estação Grave”, o feijão é empregado para gerar sons mais profundos, permitindo uma compreensão prática da física sonora.

O trabalho também valoriza a expressão artística e cultural. Os estudantes do 3º ano decoram os instrumentos com grafismos Kaingang, marcados por linhas e pontos, enquanto os do 5º ano exploram padrões Guarani, inspirados em formas da natureza.

Como culminância, o projeto dialoga com temas globais ao se conectar à agenda da COP 2025. Os alunos preparam uma apresentação musical utilizando a faixa “Sina Vaishu”, do DJ Alok, executada com os instrumentos reciclados. A proposta reforça mensagens de preservação ambiental e respeito aos povos originários, consolidando o projeto como uma iniciativa que integra educação, cultura e consciência socioambiental.